No nível molecular, o alvo da seleção natural não é um único genótipo, mas sim uma distribuição organizada de sequências relacionadas chamada de quase-espécie. Esse conceito surge do equilíbrio entre mutação e seleção: a mutação gera continuamente variantes em torno de uma sequência mestra, enquanto a seleção favorece os melhores replicadores. O estado estacionário é um espectro mutante estável — uma nuvem de sequências — e não um único tipo selvagem.
Objetivo de Aprendizagem
Explicar como o equilíbrio mutação-seleção produz uma quase-espécie e por que o tipo selvagem é uma distribuição organizada, e não uma única sequência dominante.
Pontos-Chave
- A mutação gera continuamente sequências mutantes em torno de uma sequência mestra.
- O equilíbrio mutação-seleção produz uma distribuição estável de sequências relacionadas.
- A quase-espécie é essa distribuição organizada, e não uma única sequência dominante.
- A sequência mestra/tipo selvagem é a variante mais frequente, mas a unidade de seleção é toda a nuvem de mutantes.
- Sob organização constante, a concentração de cada variante equilibra sua própria replicação com o influxo/efluxo mutacional das sequências vizinhas.
- A largura da distribuição depende da taxa de mutação, do comprimento do genoma e das diferenças seletivas; isso estabelece o problema do limiar de erro tratado mais adiante.
- A quase-espécie não é uma espécie taxonômica; é um conjunto molecular mantido dinamicamente.
Representação Matemática
No modelo de quase-espécies, a população é descrita por um vetor de concentrações x para cada sequência. A dinâmica segue dxi/dt = Wii
